HISTÓRIA DO CAMINHO

Caminante no hay camino, Se hace camino al andar

A peregrinação a Santiago transformou-se desde o principio num acontecimento religioso e cultural destacável e profundamente vivido na Idade Média, sendo reconhecido recentemente pelo Parlamento Europeu, o qual o designou o Caminho” Primeiro Itinerário Cultural europeu”, e pela UNESCO, que o declarou Património da Humanidade. O descobrimento do sepulcro do Apóstolo Santiago, filho de Zebedeo e irmão de João Evangelista, transformou um pequeno assentamento de origem romano do noroeste ibérico que, no esquecimento dos séculos, se havia transformado em necrópole; e sobretudo, representou uma reviravolta na história espiritual do continente que rapidamente se lançou a lavrar um caminho para chegar até à preciosa relíquia.

H3 DESTAQUE Destaque no meio do texto

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Olá! Faço entregas durante o dia, mas estudo para ser actor à noite. Este é o meu site. Vivo em Lisboa, tenho um cão chamado Belarmino e gosto de caipirinhas (e de ver a relva a crescer).

 

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Início e Auge das Peregrinações

As vagas de peregrinos não se fizeram esperar. Todo o cristianismo desejava visitar o túmulo do Apóstolo, especialmente após as invasões turcas que tinham interrompido a peregrinação a Jerusalém no momento exacto em que em Santiago – era o ano 1078 – se tinha começado a construir a catedral românica. Iniciava-se assim a era dourada da peregrinação a Compostela e deste modo consolidava-se a rota mais promovida e melhor dotada por reis e autoridades eclesiásticas: o Caminho de Santiago.

A peregrinação a Santiago transformou-se assim, desde muito cedo, no acontecimento religioso e cultural mais destacável e mais profundamente vivido da Idade Média, feito reconhecido recentemente pelo Parlamento Europeu, que designou o Caminho como Primeiro Itinerário Cultural europeu, e pela UNESCO, que o declarou Património da Humanidade.

Apesar de que os primeiros peregrinos do século X percorreram o que hoje se conhece como Caminho do Norte, através da cornija cantábrica, a expansão da Reconquista permitiu quase logo que os reis Sancho e Mayor de Navarra e Alfonso VI de León traçassem um itinerário através do território recém-libertado, que ligava as capitais dos reinos navarro, castelhano e leonês até desembocar em Santiago. Conhece-se como Caminho Francês e está descrito em todas as suas variantes no Códice Calixtino, obra atribuída ao monge Aymeric Picaud e escrita por encomenda do Papa Calixto II por volta do ano 1139. Seu quinto livro pode considerar-se o primeiro guia de viagem europeu, pois indica as rotas que seguiam, no século XII, os peregrinos provenientes de França para chegar à Cidade do Apóstolo e descreve os percursos e as impressões destes aventurados viajantes, em cada região que percorria.